quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Coreia do Norte promete revelar "conspiração" sobre navio afundado

Apesar de os resultados de uma investigação internacional - na qual participaram EUA, Reino Unido, Austrália e Suécia - apontarem responsabilidades da Coreia do Norte no naufrágio de uma embarcação de guerra sul-coreana em Março, Pyongyang continua a garantir que nada teve a ver com o caso. Para prová-lo e revelar "toda a verdade", conforme avançou ontem a agência noticiosa oficial KCNA, quer fornecer amostras dos seus torpedos aos EUA e a Seul. A Coreia do Norte garante que os seus torpedos são feitos de liga de aço, enquanto os fragmentos encontrados são de alumínio. O que "prova que o torpedo que afundou o Cheonan e matou 46 marinheiros não veio do Norte", afirma Pyongyang.

Num comunicado oficial, o país rejeita as conclusões da investigação internacional, "a conspiração mais hedionda da história".

"Não faz sentido que se argumente que um barco de pesca tenha aparecido de repente e recolhido os restos do torpedo - algo que dezenas de barcos de guerra equipados com sofisticados sistemas de detecção não conseguiram encontrar em pelo menos 50 dias de buscas", afirma ainda Pyongyang. O Norte quer enviar uma equipa para investigar as provas recolhidas pelos investigadores, mas Seul rejeita-o liminarmente - o que está a contribuir para aumentar a tensão entre as duas Coreias.

FONTE:http://www.ionline.pt/conteudo/86528-coreia-do-norte-promete-revelar-conspiracao-navio-afundado

Venezuela e Colômbia aproximam-se para cooperar

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o seu homólogo da Colômbia preveem reunir-se a 2 de novembro em Caracas, num encontro em que analisarão o avanço dos vários acordos de cooperação assinados após o restabelecimento das relações bilaterais, em agosto último.
O encontro que deverá ter lugar no palácio presidencial de Miraflores, estava inicialmente previsto para 29 de outubro, mas foi adiado a pedido de Caracas, porque “o Presidente (Hugo) Chávez) esteve 10 dias fora da Venezuela, num viagem internacional”.
A atenção de ambos presidentes estará centrada nos acordos sobre infraestrutura, comércio, segurança fronteiriça e vários projetos comuns de desenvolvimento.
A 10 de agosto último, durante uma reunião em Santa Marta, Colômbia, os presidentes Hugo Chávez e Juan Manuel Santos, decidiram restabelecer as relações bilaterais suspensas desde 22 de julho, por decisão da Venezuela, depois de Bogotá acusar Caracas, na OEA, de proteger guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(FARC) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).
As relações diplomáticas e comerciais entre Caracas e Bogotá estavam congeladas desde 28 de julho de 2009, por decisão da Venezuela, em protesto contra o anúncio das autoridades colombianas de que tinham encontrado um lote de armas, procedente da Venezuela, nas mãos da guerrilha.
No centro da polémica entre os dois Estados estava ainda a decisão da Colômbia de permitir aos Estados Unidos usarem sete bases militares no país, no âmbito de um programa de luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

FONTE: http://ultimahora.jornaldamadeira.pt/index.php?/pt/noticias/201010318170/noticias/internacional/venezuela-e-colombia-aproximam-se-para-cooperar.html

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cerimônia de fechamento da fronteira India-Paquistão

 

Israel sinaliza possível acordo sobre assentamentos com palestinos

JERUSALÉM - O governo de Israel deu nesta sexta-feira, 24, sinais de que pode chegar a um acordo sobre a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, em áreas reivindicadas também pelos palestinos. "Israel está preparado para chegar a um compromisso aceitável para todas as partes", afirmou um alto funcionário do governo. Segundo ele, porém, "não pode haver nenhuma construção" nos assentamentos.

O prazo para a paralisação das construções israelenses acaba no domingo, e os palestinos ameaçam deixar as negociações de paz no Oriente Médio, caso as obras na região recomecem. Segundo o funcionário, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, trabalha bastante para chegar a um acordo até domingo. A moratória tem vigorado há 10 meses para as construções na Cisjordânia.

Agora, o governo de Israel indica que pode fazer um novo acordo, aceitável para os palestinos e para os EUA.
Os americanos mediam as conversações no Oriente Médio e já pediram a ampliação das restrições.

Israel já declarou anteriormente que as restrições não seriam renovadas, quando o primeiro-ministro Netanyahu disse que o crescimento natural das colônias judaicas não pode ser barrado. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, apesar de ameaçar repetidamente abandonar o diálogo se as construções forem retomadas, indicou que poderia negociar mesmo que a moratória não seja estendida ao dizer que "as conversas são a única forma de chegar à paz".

Obama reafirmou na quinta, duranta a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que a moratória deve ser ampliada. O diálogo entre os dois lados ficou paralisado por 20 meses, desde que Israel lançou uma violenta ofensiva na Faixa de Gaza contra o grupo militante Hamas, em dezembro de 2008. O Hamas controla Gaza. As informações são da Dow Jones.

FONTE:http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,israel-sinaliza-possivel-acordo-sobre-assentamentos-com-palestinos,614682,0.htm

Polícia israelense prende 18 palestinos

A polícia israelense prendeu 18 palestinos suspeitos de envolvimento nos distúrbios que ocorreram dos últimos dois dias em Jerusalém Oriental, informou o porta-voz da instituição Micky Rosenfeld, nesta sexta-feira.

Apenas hoje, foram registrados distúrbios nos bairros árabes de Wadi Joz, Ras al Amud e Silwan, onde jovens palestinos jogaram pedras e coqueteis molotov contra as forças de segurança israelenses. A resposta veio com a ajuda da polícia montada, com balas de borracha e gases lacrimogêneos.

Dois dirigentes locais do movimento Fatah, Mahmud Abasi e Adnan Gheit, foram detidos. Em comunicado, a organização assegurou que, apesar das prisões, seguirá lutando para proteger a população contra os colonos israelenses.


Redação: Maria Alice Rangel Vila


FONTE: http://www.band.com.br/jornalismo/mundo/conteudo.asp?ID=100000349935

Coreias voltam a tentar acertar reuniões de famílias separadas por guerra

SEUL - Representantes da Cruz Vermelha das duas Coreias se reúnem nesta sexta-feira, pela segunda vez em uma semana, na cidade fronteiriça norte-coreana de Kaesong, para preparar novos encontros de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953).

Nesta nova reunião, as duas partes tentarão chegar a um acordo sobre o local de realização dos encontros de famílias separadas durante 60 anos de divisão do país, assim como o número de participantes, segundo disse à agência sul-coreana Yonhap um porta-voz do Ministério da Unificação de Seul.

Na reunião de sexta-feira passada, os sul-coreanos exigiram que o centro de encontros construído no monte norte-coreano de Kumgang seja a sede da próxima reunião de famílias, mas a Cruz Vermelha da Coreia do Norte não informou o lugar.

Pyongyang pediu, além disso, que cerca de cem famílias de cada lado sejam convidadas para as reuniões, enquanto a Coreia do Sul propôs a inclusão de um maior número de pessoas e reuniões regulares.

No entanto, especialistas sul-coreanos afirmaram que a Coreia do Norte poderia tentar abordar o reatamento do turismo no complexo Kumgang, paralisado desde julho de 2008 quando uma turista sul-coreana morreu baleada por um soldado norte-coreano.

Em abril, a Coreia do Norte confiscou os bens sul-coreanos na região, em protesto pela suspensão do turismo, que era uma das principais fontes de receita em moeda estrangeira para o país.

A última reunião de famílias coreanas aconteceu em setembro do ano passado. Estes encontros começaram a ser realizados em 2000, após a histórica cúpula em Pyongyang entre o então presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il.

As duas Coreias vivem uma moderada melhoria de relações após muitos meses de tensões pelo afundamento em março da embarcação sul-coreana Cheonan, em incidente que causou 46 mortes e que Seul atribui a um torpedo norte-coreano, o que é negado por Pyongyang.

Este mês, a Cruz Vermelha sul-coreana anunciou o envio à Coreia do Norte de cinco mil toneladas de arroz para atenuar o efeito das inundações de agosto no país comunista.

Os dois países estão tecnicamente em guerra, pois a Guerra da Coreia, encerrada em 1953, terminou com a assinatura de um armistício em vez de um tratado de paz.

FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,coreias-voltam-a-tentar-acertar-reunioes-de-familias-separadas-por-guerra,614598,0.htm